NATIVAS
Essa coleção investiga a arquitetura das penas de aves brasileiras através da fotografia macro, transformando estruturas biológicas em composições abstratas de intenso cromatismo. As penas, colhidas do repertório visual de espécies nativas como a arara-azul, a arara-vermelha, o papagaio, as maritacas e algumas aves de rapina, são deslocadas de sua função natural para o campo da forma pura. O recorte preciso isola simetrias, texturas e o alinhamento rigoroso dos filamentos, revelando um desenho de precisão quase gráfica que passa despercebido ao olhar cotidiano. O trabalho propõe um encontro entre a fauna brasileira e a linguagem da abstração, e um olhar sobre a complexidade que habita os detalhes mais imperceptíveis do mundo natural.